A taxa de desemprego no Espírito Santo caiu para 2,4% no quarto trimestre de 2025, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. Com o resultado, o estado passou a ter a segunda menor taxa de desocupação do país, empatado com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ficando atrás apenas de Santa Catarina.
Os dados foram analisados pelo Connect Fecomércio-ES, da Fecomércio-ES, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o resultado indica um mercado de trabalho aquecido e próximo do pleno emprego. “Quando a taxa de desemprego se aproxima de níveis muito baixos, as quedas passam a ocorrer de forma mais gradual”, explicou.
O estado encerrou o ano com cerca de 2,099 milhões de pessoas na força de trabalho. Em relação ao trimestre anterior, houve aumento de aproximadamente 5 mil pessoas na População Economicamente Ativa (PEA). Já o número de desocupados caiu de 54 mil para 51 mil pessoas, uma redução de cerca de 3 mil.
Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda é ainda mais significativa: 33 mil pessoas deixaram a condição de desempregadas, redução de aproximadamente 39%. Desde o auge da pandemia de COVID-19, quando a taxa chegou a 14,2% no terceiro trimestre de 2020, o índice recuou 11,8 pontos percentuais.
O número de pessoas ocupadas também avançou e chegou a 2,048 milhões de trabalhadores no último trimestre de 2025.
Outro destaque foi a redução da informalidade. Cerca de 31 mil pessoas deixaram essa condição, reduzindo o total de trabalhadores informais para 758 mil. Com isso, a taxa de informalidade caiu de 38,7% para 37%, o menor nível desde 2020 e abaixo da média nacional, estimada em 37,6%.
O setor de serviços continua sendo o principal empregador no estado, concentrando 49,9% dos trabalhadores, seguido pelo comércio, com 18,5%. Juntos, os dois setores respondem por cerca de 68,4% dos empregos.

