A Samarco produziu 15,11 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro em 2025, o maior volume anual desde a retomada das operações, iniciada em dezembro de 2020. A produção foi escoada por meio de 140 navios a partir do terminal da empresa em Ubu, Anchieta (ES), com destino a siderúrgicas em diferentes continentes. Com o resultado, a mineradora passou a ocupar a posição de terceira maior exportadora de pelotas no mercado transoceânico, segundo dados divulgados pela própria companhia.
No acumulado desde a retomada até dezembro de 2025, a Samarco informa ter produzido 50,52 milhões de toneladas, com cerca de 500 embarques no período.
Marco histórico e retomada gradual
Em outubro de 2025, a empresa também alcançou a marca de 500 milhões de toneladas embarcadas desde o início das atividades, em 1977. O volume considera toda a trajetória operacional da mineradora, incluindo os períodos anteriores à paralisação após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015.
Atualmente, a operação corresponde a cerca de 60% da capacidade produtiva instalada. A projeção divulgada é atingir 100%:
- até 2028, na unidade de Germano (MG);
- até 2029, no complexo de Ubu (ES).
Investimentos e modelo sem barragens
Para ampliar a produção, a Samarco aprovou R$ 13,8 bilhões em investimentos, destinados à:
- revitalização de plantas industriais;
- ampliação de sistemas de filtragem;
- modernização de equipamentos.
Desde a retomada, a empresa adotou o modelo de disposição de rejeitos com filtragem e empilhamento a seco, sem uso de barragens. A descaracterização da barragem de Germano está em estágio avançado, com conclusão prevista para 2026.
Empregos e qualificação profissional
A companhia informa contar atualmente com 20,5 mil trabalhadores, entre empregados próprios e terceirizados.
Em 2025:
- 75,9% das contratações nas unidades de Germano e Mariana foram de moradores das comunidades vizinhas;
- no complexo de Ubu, o índice foi de 67,4%.
Na área de capacitação, foram ofertadas 535 vagas em cursos técnicos e profissionalizantes em 2025. Desde 2022, 1.265 moradores participaram das formações, segundo a empresa.
Reparação e Novo Acordo do Rio Doce
Desde a homologação do Novo Acordo do Rio Doce pelo STF, em novembro de 2024, até dezembro de 2025, a Samarco afirma ter destinado R$ 33,6 bilhões às ações de reparação. Desse total:
- R$ 22,8 bilhões correspondem a obrigações diretas da empresa;
- R$ 16,67 bilhões foram pagos em indenizações a mais de 353 mil pessoas;
- R$ 10,9 bilhões foram repassados a estados e municípios.
Na área ambiental, a empresa informou ter:
- cercado e protegido 45,5 mil hectares para reflorestamento (91% da meta);
- protegido 4,3 mil nascentes (86% do objetivo).
Desde 2015, os valores destinados à reparação e compensação somam R$ 71,9 bilhões. O Novo Acordo do Rio Doce prevê um total de R$ 170 bilhões ao longo de 20 anos.
Perspectivas para 2026
Para 2026, a Samarco projeta avançar nas etapas do acordo, incluindo frentes indenizatórias, obras no distrito de Novo Bento Rodrigues e continuidade das ações ambientais na bacia do Rio Doce, paralelamente à ampliação gradual das operações.


