Levantamento do Instituto Veritá, que apontou o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, na liderança para corrida ao Governo do Estado, levanta uma série de questionamentos sobre sua metodologia.
O mesmo instituto já foi alvo de decisões judiciais em outros estados, com suspensão da divulgação de pesquisas por problemas técnicos considerados graves.
No Espírito Santo, os próprios dados chamam atenção: 41% das entrevistas foram feitas em Vitória, que representa cerca de 8% do eleitorado. Enquanto isso, cidades estratégicas como Serra e Vila Velha sequer foram incluídas.
Na prática, a capital foi super-representada em mais de cinco vezes, distorcendo o retrato do eleitorado estadual. Além disso, a baixa densidade de entrevistas por bairro e a distribuição desigual da amostra reforçam dúvidas sobre a confiabilidade dos resultados.
Com histórico de questionamentos e inconsistências evidentes, especialistas recomendam cautela na interpretação dos números divulgados.

