A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de fevereiro de 2026, repetindo o mesmo patamar aplicado em janeiro. A decisão significa que os consumidores de energia elétrica em todo o país não terão cobrança adicional nas faturas no próximo mês, reflexo das condições favoráveis de geração de energia e do período chuvoso que impacta os reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo a Aneel, as chuvas mais intensas observadas em parte do país e a previsão de precipitações próximas da média nas principais bacias nos próximos três meses contribuíram para a melhora dos níveis dos reservatórios, reduzindo a necessidade de acionamento de usinas termelétricas mais caras.
Por que a bandeira verde foi mantida
A bandeira verde indica que não haverá custo adicional na conta de luz por conta das condições de geração de energia. No comunicado oficial, a Aneel destaca que:
- As chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em comparação com a primeira quinzena.
- Houve recuperação dos níveis dos reservatórios nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
- Não será necessário despachar usinas termelétricas de maior custo no próximo mês.
Esses fatores ajudaram a manter o cenário estável e sem impacto extra para o bolso dos consumidores.
O que esperar nos próximos meses
Ainda que fevereiro mantenha a bandeira verde, a Aneel e órgãos do setor energético alertam para possíveis mudanças mais adiante:
- Segunda metade de 2026: há projeção de acionamento de bandeiras tarifárias com custo adicional, após o fim do período chuvoso.
- Monitoramento contínuo: o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou ações preventivas para garantir a oferta de energia ao longo do ano, incluindo planos de ação para gerenciamento de vazões em bacias estratégicas.
- Reduções de vazão: poderão ser adotadas novas reduções nas vazões a partir de março, após o período de defeso da pesca comercial.
Fatores que influenciam o custo da energia
A dinâmica tarifária considera variáveis como:
- Risco hidrológico (GSF): piora nos níveis dos reservatórios pode disparar bandeiras mais caras.
- Preço de Liquidação das Diferenças (PLD): se elevar, também pode impactar o custo da energia no mercado.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que continuará adotando medidas para preservar os volumes de água nos reservatórios, minimizando a geração nas usinas das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. O objetivo é acomodar melhores níveis de armazenamento e preparar o sistema para o próximo período seco, que começa em maio.


