sábado, abril 18, 2026
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
InícioÚltimas notíciasJustiça inicia audiências sobre rompimento de barragem em Brumadinho

Justiça inicia audiências sobre rompimento de barragem em Brumadinho

-

A Justiça Federal de Minas Gerais iniciou nesta segunda-feira (23) as audiências de instrução e julgamento sobre o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. O caso envolve 17 réus, apura crimes ambientais e 272 homicídios decorrentes da tragédia-crime.

Figuram como réus na ação penal a Vale S.A., a multinacional TÜV SÜD e 16 ex-executivos vinculados às empresas. As audiências têm como objetivo ouvir réus e testemunhas, além de aprofundar a produção de provas sobre eventuais falhas nos sistemas de segurança e possíveis condutas negligentes associadas ao rompimento.

Entre os pontos centrais estão a verificação de responsabilidades técnicas, decisões administrativas e medidas de segurança adotadas antes do colapso da estrutura.

A fase de instrução e julgamento contará com 76 sessões, previstas para ocorrer até 17 de maio de 2027. Os trabalhos serão realizados sempre às segundas e sextas-feiras, na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte.

Histórico

A tragédia-crime ocorreu em 25 de janeiro de 2019, quando a barragem de rejeitos se rompeu e liberou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de lama. O desastre provocou 272 mortes confirmadas, destruição ambiental em larga escala e a contaminação do Rio Paraopeba.

Além das perdas humanas, os impactos ambientais e socioeconômicos atingiram centenas de quilômetros. Vegetação, fauna e cursos de água foram afetados ao longo de mais de 20 municípios.

Os danos extrapolaram os limites da bacia do Paraopeba, alcançaram municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte e geraram reflexos em todo o Estado de Minas Gerais.

A barragem B-I foi construída em 1976. A estrutura foi adquirida pela Vale em 2001. Com 86 metros de altura e 720 metros de comprimento da crista, a barragem era destinada à disposição de rejeitos do beneficiamento a úmido de minério de ferro.

Segundo informações apresentadas no processo, os rejeitos ocupavam uma área de aproximadamente 250 mil metros quadrados. A empresa afirmou, à época, que a barragem estava inativa e em fase de descaracterização.

 

━ viu isso aqui?

Serra apresenta projeto da Terceira Via e reforça diálogo com moradores

A Prefeitura da Serra realizou, na noite desta quarta-feira (15), uma rodada de conversa com a população para apresentar o projeto da Terceira Via,...

Raphael Marques assume o comando da Comunicação do Estado; Flávia vai para a chefia de gabinete

O governador Ricardo Ferraço promoveu novas mudanças na equipe e trocou os comandos da Comunicação e da Secretaria de Direitos Humanos. As nomeações e...

Audiência pública debate moradia e dignidade em Linhares

Audiência reforçou que moradia é dignidade e que o enfrentamento da situação de rua exige empatia, cuidado e ação conjunta. A Câmara Municipal de Linhares...
plugins premium WordPress