Apesar do prefeito Leonardo Abrantes, o Leo Português, aderir ao discurso de austeriade e se queixar de quedas na arrecadação, o município de Anchieta não poupou investimentos em publicidade em 2025
Até agora foram gastos R$ 674.198,40 segundo informações do portal da transparência. O que chama atenção são alguns processos de produção. A comunicação do município, que é comandada há quase 9 anos por Flavio Simões (nesta gestão de maneira não oficial), não tem o hábito de veicular campanhas institucionais, de conscientização ou divulgação turística. Raramente são produzidos e veiculados materiais que justifiquem as despesas com produção. Outro ponto curioso são os valores fixos repassados a alguns veículos. Apenas um CNPJ recebe R$ 10.032,00 praticamente todos os meses.
O setor é, na teoria, um braço da secretaria de governo e deveria ser dirigido diretamente pela pasta, mas na prática não funciona assim. A realidade atual é que não existe uma chefia de comunicação oficialmente definida, e nem assim o comando ficou com a secretária de governo Tamyris Tristão.
Informações de bastidores apontam que boa parte do secretariado se incomoda com a situação, e quando questionados, não conseguem explicar a “decisão de não decidir”.
A “lei da publicidade dos atos públicos” se desdobra em diversas normas, como a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e a nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021). Esse princípio garante que os atos públicos sejam transparentes, com o objetivo de permitir o controle social sobre a administração.
É nítido! Apesar do investimento volumoso, a entrega concreta em mídia e produção de material publicitário deixa a desejar. Os órgãos fiscalizadores indicam que as gestões promovam pesquisas de audiência para justificar os investimentos nos veículos escolhidos. Neste sentido, o famoso custo por mil tá saindo a preço de ouro em Anchieta.

