A Samarco vai contratar 4 mil novos empregados a partir deste ano até 2027, para a reativação das usinas de pelotização 1 e 2 no Complexo de Ubu, em Anchieta, litoral Sul do Espírito Santo.
O processo faz parte do chamado “Momento 3” da retomada das atividades, que contempla ainda uma grande reforma nas estruturas, que estão paralisadas desde o rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, Minas Gerais, ocorrido em novembro de 2015.
Engenheiro mecânico, engenheiro civil, técnico de segurança, técnico de meio ambiente, de planejamento e controle, pedreiro, carpinteiro, almoxarife, motorista, caldeireiro e montador, por exemplo, serão as principais necessidades da empresa, afirma o consultor empresarial Durval Vieira de Freitas, da DVF Consultoria.
Já há uma vaga aberta no site da empresa, para o cargo de operadora de produção. A oportunidade é para mulher e pessoa com deficiência. O site é o “www.trabalheconosco.vagas.com.br/samarco”. Outras 11 vagas estão disponíveis pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Anchieta. São duas para eletromecânico, duas para técnico de manutenção eletrônica e sete para ajudante de cozinha.
A empresa prevê retomar 100% da produção em Anchieta em 2029 — e, em Minas Gerais, em 2028.
Segundo a empresa, a predominância para as contratações será de funções técnicas e operacionais.
Os investimentos previstos pela empresa para os próximos anos vão influenciar na expansão das operações e na execução de etapas essenciais de construção, montagem e atividades eletromecânicas, comentou a mineradora, por meio de nota.
A retomada das duas usinas de pelotização vai acrescentar cerca de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) capixaba, afirma Freitas.
“Vai dar um crescimento grande para Anchieta, Guarapari, até Cachoeiro de Itapemirim, Alfredo Chaves e Piúma. É muito importante”, comenta.
O consultor comenta que a cadeia de abastecimento, ou seja, as empresas que oferecem serviços e recursos para a Samarco, tem demonstrado apoio à empresa para garantir a retomada plena dos trabalhos.
“Eles querem ter uma integração muito grande com as obras e depois nas operações também”, afirma o consultor.

