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Mais de 80% das mulheres com filhos autistas são mães solo

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Nesta terça-feira (2) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Uma data extremamente importante que vem colaborar com a promoção de conhecimento do espectro autista, além dos direitos e necessidades das pessoas autistas.

Porém, quem caminha e guia os passos dessas pessoas ao longo da vida também merece muita atenção e precisa ser lembrada. Um grupo, em especial, se destaca em meio a todo esse universo. Principalmente diante de números tão expressivos que chamam a atenção para uma difícil realidade.

Mais de 80% (83%) das mães atendidas pela Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes) são mães solo, ou seja, exercem a maternidade atípica sem a presença dos pais das crianças. São mães que, portanto, nesse caso, têm total responsabilidade sobre os filhos, sem ajuda paterna.

“Essas mulheres, muitas vezes, enfrentam jornadas árduas, equilibrando as demandas do dia a dia com os cuidados que seus filhos exigem. Longe de ser apenas uma estatística, essa realidade destaca a necessidade urgente de apoio e reconhecimento para essas mães que desempenham papéis múltiplos em suas famílias”, relata Pollyana Paraguassú, presidente da Amaes.

O fato é que ser uma mãe atípica e sozinha pode se tornar uma rotina bastante solitária. Quando se fala de mães com filhos dentro do transtorno do espectro autista (TEA), ela torna-se também desafiadora.

Pollyana explica que a instituição procura oferecer, além do apoio prático e terapêutico, um espaço de acolhimento e solidariedade para essas mães. 

Entendendo o autismo

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o transtorno do espectro autista é uma série de condições “caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva”.

Não existe uma causa específica para o TEA. A ciência sugere que provavelmente “há muitos fatores que tornam uma criança mais propensa a ter um TEA, incluindo os ambientais e genéticos”.

Uma em cada 36 crianças 

Em março de 2023, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, localizada na Geórgia, divulgou um levantamento que apontou que uma em cada 36 crianças de 8 anos de idade foi identificada com autismo (2020).

Essa prevalência vem aumentando com o passar dos anos. O levantamento é divulgado a cada dois anos e, em 2004, a prevalência era de 1 a cada 166. Os estudos e dados revelados pelo centro são usados como referência em todo o mundo.

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