A agricultura no Espírito Santo vive uma transformação tecnológica impulsionada pelo uso de drones agrícolas, que estão deixando de ser novidade e se tornando ferramentas estratégicas na pulverização de defensivos, controle de pragas e até na proteção das plantas contra o calor intenso típico do verão. A tecnologia tem ganhado espaço sobretudo na cafeicultura, setor no qual o Estado é referência nacional como maior produtor de café conilon do Brasil.
Durante a fase de granação dos grãos — entre janeiro e abril —, quando os frutos absorvem nutrientes e definem qualidade e produtividade, o uso de drones tem se mostrado fundamental para garantir aplicações rápidas e precisas de insumos, especialmente em condições climáticas adversas ou em áreas de difícil acesso para máquinas agrícolas tradicionais.
Tecnologia em ação: eficiência e sustentabilidade no campo
Especialistas afirmam que os drones estão mudando o modo de produzir café no país e no Espírito Santo. Equipados com sistemas avançados, esses equipamentos conseguem:
- Mapear áreas agrícolas com precisão;
- Aplicar defensivos, fertilizantes e protetores solares agrícolas de forma eficiente;
- Reduzir desperdícios de insumos e uso de água;
- Diminuir impactos ambientais ao evitar aplicações desnecessárias ou imprecisas.
Segundo Valdicimar Mattusoch, CEO da Agridrones — distribuidora referência nacional — os drones se tornaram ferramentas essenciais, especialmente onde tratores não conseguem operar sem danificar as plantas ou quando as janelas de aplicação são menores devido a chuva e calor.
Exemplo prático em lavouras de conilon
Produtores já relatam ganhos substanciais com a tecnologia. Em uma fazenda de café em Linhares, por exemplo, o uso de drones permitiu pulverizar a maior parte da lavoura com rapidez e precisão, substituindo métodos tradicionais de aplicação. Segundo o produtor, drones pulverizam áreas de forma muito mais ágil — cobrindo dezenas de hectares em horas — e ainda permitem mobilidade entre propriedades.
Proteção contra estresse térmico e pragas
Além do combate a pragas como a cochonilha da roseta, que se alimenta da seiva das plantas e prejudica a produtividade, os drones também são usados para aplicar protetores solares agrícolas. Esses produtos ajudam a formar uma película de proteção nas folhas e frutos contra a radiação excessiva do verão, um recurso estratégico diante das altas temperaturas.
Agricultura 4.0 e futuro do setor
O emprego de drones no campo representa um avanço tecnológico que alia agricultura de precisão, sustentabilidade e eficiência operacional, elementos cada vez mais importantes para a competitividade do agronegócio capixaba. Produtores enfatizam que a tecnologia não só aumenta produtividade, como também otimiza recursos e contribui para a preservação ambiental.


