sábado, janeiro 17, 2026
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Defesa de Bolsonaro nega golpe e diz que ex-presidente não atentou contra a democracia

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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (3) que o ex-presidente não atentou contra a democracia, não discutiu minuta golpista e não tem ligação com os atos violentos de 8 de Janeiro.

As declarações foram feitas pelos advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno, durante o julgamento do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O que pesa contra Bolsonaro

Segundo a Polícia Federal, Bolsonaro teria atuado como planejador, dirigente e executor de uma tentativa de golpe de Estado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente por:

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • golpe de Estado
  • organização criminosa
  • dano qualificado
  • deterioração de patrimônio tombado

A soma das penas pode chegar a 43 anos de prisão.

Argumentos da defesa

Celso Vilardi afirmou que não há provas ligando Bolsonaro aos planos golpistas:

“Não atentou contra o Estado Democrático de Direito, e não há uma única prova que o atrele à Operação Punhal Verde Amarelo, à Operação Luneta e ao 8 de Janeiro.”

Os advogados também questionaram a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, alegando que o militar apresentou versões contraditórias e que sua colaboração deveria ser anulada.

Outro ponto levantado foi a falta de acesso da defesa ao volume de provas reunidas pela Polícia Federal, que somam mais de 70 terabytes de dados.

Minuta golpista

A defesa negou que Bolsonaro tenha discutido o documento que previa estado de sítio e prisão de autoridades. Segundo os advogados, o arquivo foi apenas recebido por mensagem, mas não debatido com militares.

“É indiscutível que o ex-presidente em momento algum deu início à decretação dessas medidas constitucionais”, disse Paulo Cunha Bueno.

“Sem violência ou grave ameaça”

Os advogados sustentaram que as condutas atribuídas a Bolsonaro não configuram os crimes de golpe de Estado ou de abolição do Estado Democrático de Direito, porque não houve violência ou grave ameaça, exigências do Código Penal.

“Dizer que o crime começou numa live sobre urnas é subverter o Código Penal. Onde está a grave ameaça?”, questionou Vilardi.

Transição de governo

Por fim, a defesa alegou que Bolsonaro permitiu a transição de governo para Lula em 2022, sem obstáculos, e que chegou a interceder junto às Forças Armadas para facilitar a comunicação com o ministro da Defesa nomeado, José Múcio.

Segundo os advogados, isso contraria a acusação de tentativa de golpe.

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