Um novo ciclone extratropical começa a se formar nesta sexta-feira (30), colocando diversas áreas do Brasil em alerta para chuvas intensas, instabilidade atmosférica e risco de fenômenos severos, como queda de granizo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O sistema deve impactar os estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com efeitos mais limitados no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo.
A formação do ciclone está associada a uma área de baixa pressão que se desloca do Paraguai em direção ao Sudeste do país. Ao longo do fim de semana, o sistema avançará para o Oceano Atlântico, onde se aprofundará em mar aberto e seguirá em direção ao Sul.
Trajetória prevista do ciclone
Segundo meteorologistas, o ciclone deve evoluir conforme o seguinte roteiro:
- Sexta-feira (30): início da formação sobre o Paraguai com deslocamento para o Sudeste do Brasil;
- Sábado (31): avanço para o Oceano Atlântico e influência contínua sobre o Sudeste;
- Domingo (1): aprofundamento em mar aberto e deslocamento para o Sul.
Especialistas destacam que ciclones extratropicais são fenômenos comuns nos períodos de outono e inverno, especialmente no Sul do país, mas este já é o **terceiro episódio de 2026.
O que esperar do clima nas próximas horas
Apesar de não ser classificado como tão intenso quanto ciclones anteriores, o sistema deve canalizar umidade para o Centro-Sul do Brasil, aumentando a instabilidade e favorecendo:
- chuvas frequentes e localmente fortes;
- temporais isolados;
- possível queda de granizo;
- acumulados elevados de chuva em algumas áreas.
O Inmet alerta que, em regiões como a Serra da Mantiqueira, os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 milímetros, enquanto no litoral paulista os volumes podem passar de 60 milímetros em um curto período.
Alerta de tempestades e granizo
A atuação do ciclone pode provocar tempestades já na sexta-feira, particularmente em partes do estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro (MG), com potencial para granizo. No sábado, as áreas de chuva mais intensa se concentram entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com acumulados expressivos em apenas 24 horas. Também há previsão de pancadas fortes entre o norte de Santa Catarina, leste do Paraná e sul de São Paulo.
Cenário instável segue na próxima semana
Mesmo após o fim de semana, o cenário meteorológico continua instável. De acordo com boletins meteorológicos, o ciclone pode manter uma canalização de umidade entre o Espírito Santo e o Mato Grosso, o que pode favorecer um novo episódio de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) no início de fevereiro, mantendo as chuvas ativas.
Além disso, entre os dias 2 e 3 de fevereiro, uma segunda área de baixa pressão deve se deslocar do Paraguai em direção ao Paraná e a São Paulo. Embora esse sistema não deva evoluir para ciclone, ele ainda assim deve contribuir para instabilidade no Sul, Centro-Oeste e Sudeste, com novos episódios de chuva forte, raios e rajadas de vento localizadas.
Ventos e tempestades
Apesar dos alertas para chuva forte e temporais localizados, não há indicação de ventos intensos persistentes associados diretamente ao ciclone sobre o continente. Rajadas mais fortes poderão ocorrer de forma localizada, sobretudo durante tempestades convectivas, mas não se trata de ventania contínua típica de ciclones mais potentes.


